quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tuitadas do @Jotapassos



Olhares forâneos. Recebi visitas de amigos que moram em Brasília. Elogios para Jaguarão, lugar encantador e que prima pela limpeza, disseram. Grandes possibilidades de trazer um evento nacional para o Largo das Bandeiras.

Tesouros que aqui se guardam. Estudante de arquitetura Jorge Luiz Stocker Jr. De Campo Bom escreveu magnifica matéria no seu blog DieZeit sobre viagem a Jaguarão. Teve conhecimento da cidade não pelos freeshops mas sim pelo projeto do Marcelo Ferraz na construção do Centro de Interpretação do Pampa. Edital de licitação ainda este mês.

Vestíbulos . “ Em Jaguarão, estes vestíbulos abertos acabam configurando um curioso caso de espaço coberto público-privado. Funcionam como uma continuidade das calçadas, visto que estas portas abrem de frente para elas, diretamente para a rua. As campainhas, por exemplo, estão situadas geralmente na parte de dentro destes vestíbulos, e são acessadas após a subida das escadarias.”

Vivenciando os espaços. “ A continuidade da utilização destes vestíbulos nos dias atuais configura uma peculiaridade muito interessante. Passeando pelas ruas, é comum encontrar muitas portas abertas, convidativas, revelando um pouco do espaço interno da edificação”.

A vocação para o turismo : “O interesse da administração pública local em promover a cultura e a valorização do patrimônio histórico do município é sem precedentes, e certamente trará bons frutos. Fui esperando encontrar muita coisa, mas não tanta! Fiquei muito surpreendido. Esse artigo saiu quase em uma euforia pós viagem. Jaguarão tem tudo pra ser o maior destaque em preservação histórica e turismo cultural no Rio Grande do Sul.”

Receita de sucesso . Junte-se um grande poeta, vencedor de vários festivais e um músico de renome e de tradição na música nativista. Tempere com um violão bem ponteado de um dos maiores instrumentistas gaúchos. Resultado poderá ser conferido no Lançamento do CD Já se vieram neste sábado, dia 08, no Cine Regente. Marco Aurélio Vasconcellos, Martim César e Marcelo Caminha.

Falando em música . Só uma pergunta. É proibido rodar música de qualidade nas rádios de Jaguarão? Infelizmente parece que sim.

Rádio. Elogio. Um dos melhores programas com informação de qualidade sob o comando do Fernando Soares na Cultura AM. Ligação Direta todos os dias pela manhã trazendo as atualidades da cidade e região.

Hermanos. Atuação do Presidente Mujica junto ao governo brasileiro invocando o Mercosul surtiu efeito. Aumento do IPI não vale para os carros chineses montados no Uruguay. Boa noticia para todos.

Dança. A partir de 10 de outubro, dentro do I Encontro Lazos Venezuela- Uruguay Jaguarão sediará o evento “Dança, comunidade e integração: A fronteira limite ou espaço imaginário para a criação”. Uma semana de intensas atividades em escolas, espaços culturais e universidade.

Cineclube. Dentro desse espírito, sessões de outubro dedicados à dança. Nesta quinta, Tango, filme fabuloso do cineasta espanhol Carlos Saura. 19:30 na Casa De Cultura. Entrada gratuita. Prestigie.

Texto publicado na Coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 05/10/2011

Dança na Fronteira - Encontro reunirá bailarinos de diferentes nacionalidades



De 10 a 14 de outubro a fronteira Jaguarão-Rio Branco será marcada por uma vivência em integração que utilizará o corpo e a arte como ferramenta. O evento Dança, comunidade e integração: A fronteira limite ou espaço imaginário para a criação, prevê uma semana de intensas atividades em escolas, espaços culturais e universidade.

O encontro tem por objetivo difundir experiências culturais comunitárias e de dança integrativa em populações com capacidades múltiplas, promover a reflexão e formação em torno das linhas teóricas, metodológicas, artísticas e ideológicas que nutram o trabalho comunitário, gerar espaços de vivência onde o intercâmbio entre o fazer e o criar possibilitem um território para a sistematização das abordagens metodológicas em nível comunitário, além de promover a formação de público.

Atividades
O evento será composto por oficinas e mesas redondas que irão debater políticas públicas para a dança, trabalho em rede, dança comunitária, entre outros. “Realizar este evento na fronteira, é trabalhar para além do simbólico. A fronteira é um espaço de integração, que lida com o diferente, com o outro, o que tem tudo a ver com a proposta do encontro”, afirma Tamara Chiz, bailarina uruguaia, integrante da RED Lazos. Tamara ainda salienta a importância de ter representantes brasileiros no encontro, pois o Brasil ainda não faz parte deste coletivo, e há forte interesse nesta integração.

Projeto
A Residência Artístico-Pedagógica Dança, comunidade e integração: A fronteira limite ou espaço imaginário para a criação faz parte do Projeto Corredor Cultural, que tem proporcionado a circulação de artistas e espetáculos entre Brasil e Uruguai, utilizando a região da fronteira como porta de entrada.

Promoção
É promovido e organizado pela RED Lazos (coletivo composto por bailarinos uruguaios, venezuelanos, peruanos, bolivianos e argentinos), Prefeitura de Jaguarão, Alcaldia de Rio Branco e Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em parceria com o Ministério da Educação e Cultura do Uruguai e Embaixada da Venezuela.


Inscrições
As inscrições para o evento são gratuitas. Mais informações pelo telefone (53) 3261-5100 ou pelo e-mail 
secult.pmj@gmail.com





CLIQUE AQUI   para conferir a programação 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Elegia à Vida




Fotografia Araquém Alcântara 


Insano fenômeno é o movimento
Eterno da vida.
Para acontecer, necessita
Da morte.


Que mistérios encerra
Em suas entranhas, que
Justificam esta trajetória:
A Natureza equivocou-se,
Ao planejar o Homem?

Sobre nossas cabeças
(em pensamentos),
Voam soturnos os pássaros
Que, conselheiros de maus agouros,
Sempre prenunciam o fim.

Vestem-se de véus escuros
As idéias dos que,
Medindo seus milimétricos
Momentos, atracam-se
Nos inseguros portos
Do querê-los perenemente.

Em dias de confinado
Pensar, penamos sob
A foice que não controla
Esta ampulheta, reguladora
De um finito tempo animal.

E é assim o tempo.
Impõe regulamentos,
Define o destino, semeia
E colhe de chofre
Os que acreditam na eternidade.

E destas sementes espargidas,
Pouco se nutre o espírito,
Senão rotas sensações de
Que um dia passou pela terra,
Para, em seguida, virar pueril poeira.

E que sentido imprimir
Na gráfica da história,
Tão somente ter-se transformado
Em simples humus, após
Uma breve putrefação?

Os poetas malditos,
Seja os Gregórios, Rimbaud’s, Baudeleire’s
Os Leminski’s, Cacazos, Cruz’s,
Dentre tantos morreram pela poesia.

Veja você:
Dos Anjos liberou sua
Alma rebelde, para que
Falássemos dele, de suas poesias.
Mas, como falar de sua agonia
Em versos solenes?

Viveram tão pouco.

Contudo, seus versos
(tão íntimos), deixaram-os
eternamente aqui.

Mas não foram eles, só...
E não o serão, neste torvelinho
Desalinhado dos versos;
A poesia exigida por Tanatos no entanto
Pressupõe que, enxergando
Além da vida, matemos a morte.

E não a convidemos para
Nosso funeral, sob o risco
De ser a atriz principal
Desta cena.

Ela quer choro.
Queremos inflamadas declamações!
Ela quer tristeza,
Exigimos a natural e
Intensa compreensão
Do começo e do fim material de um corpo;

Contrariemo-la contudo,
Com o início e o continuar
De uma alegre lembrança
Do existir permanente
(mas não cultuemos somente fotos esquálidas).

Ela impõe o medo.
Desafiemo-la
Cruzar a estrada de cada um,
Momentos seguintes.

Busquemos assim,
O reencontro de nós
Desatando os vários nós;
Que aprisionam a felicidade,
Na limitada redoma do existir
Passageiro de um trem sem destino.

E, para terminar, publiquemos
Num jornal de grande circulação
O anúncio de que a Morte foi
Demitida.

Assim, encontra-lá-emos pois,
Num banco de parque,
Soletrando os classificados
De empregos diversos...
Eis a sua importância!
Costa Santos ( BH - 1990)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Memórias dos antigos carnavais de Jaguarão



CONVERSANDO SOBRE PATRIMÔNIO NO CLUBE SOCIAL 24 DE AGOSTO

A Secretaria de Cultura e Turismo e o Clube Social 24 de Agosto, em parceria com Laboratório de Cultura Material e Arqueologia (LACUMA/UNIPAMPA) e o Laboratório de Historia Social e Política (LAHISP/UNIPAMPA), convidam a todos para o terceiro encontro do projeto “Conversando sobre Patrimônio”, a realizar-se no dia 05 de outubro, às 19h, no Clube Social 24 de Agosto (Rua Augusto Leivas, 217).
Na oportunidade, será debatida a questão da “Memória dos Antigos Carnavais”, com a participação de membros da Diretoria do Clube 24, músicos e carnavalescos ligados a escolas de samba, blocos burlescos e conjuntos de Jaguarão. O evento será aberto a toda a comunidade.

Participe!

Fonte: 



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BPP : XV Sarau Poético lembra obra de Cecília Meireles



Um dos nomes mais lembrados e homenageados da literatura nacional , Cecília Meireles (1901-1964) é a autora em destaque na XV edição do Sarau Poético-Musical  da Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) , na noite da próxima terça (04). Com entrada franca, o evento começa às 19:30 horas, com uma  fala sobre obra e vida da poeta destacada, a cargo do poeta e ativista cultural Alvaro Barcellos. Na sequência, em forma de blocos alternados, música ao vivo e poesia recitada de autores locais . Criado em maio do ano passado, o projeto da BPP realiza eventos mensais, sempre com a presença de quatro autores-poetas de Pelotas e região.

CONFIRA 
 
O QUE - XV edição  do Projeto  Sarau Poético-Musical BPP.

QUANDO E ONDE: 04 de outubro de 2011, no salão térreo da BPP - Praça Cel Pedro Osório, 103 - Centro.
Entrada franca. Inicio às 19:30 horas.
 
CONVIDADOS
 
Música
Elson Dias
Willian Vieira
 
Autores-poetas
Angélica Freitas
Katherine Hernandorena
Marta Gottinari
Tabajara Rodrigues de Carvalho
 
Conversa sobre o autor em destaque
Alvaro Barcellos
 
 
POETA EM DESTAQUE
Cecília Meireles ( 1901 - 1964)
 
Realização
Bibliotheca Pública Pelotense
 
Coordenação Projeto Sarau Poético BPP
Daniela Pires de Castro
Getulio Matos
Mara Agripina Ferreira
Pedro Moacyr Perez da Silveira
 
Parceiros Institucionais
Confraria dos Poetas de Jaguarão
Faculdade de Educação / UFPel
Faculdade de Letras / UFPel
Instituto Estadual de Educação Assis Brasil
 
Apoiadores Culturais
Labore Engenharia
RádioCOM.104.5FM
STUDIO CDs
Centro de Estudios en Lengua Española

domingo, 2 de outubro de 2011

O HOMEM MAIS BONITO DO MUNDO


De todas as pessoas que amo e que admiro ( algumas só amo, outras apenas admiro) nenhuma cala tão fundo no meu peito e está tão em mim e reflete tanto o homem que quero me tornar do que o seu Jota Martim. A poesia que une todas as pontas há tanto desfeitas daquilo que eu costumava entender como lar ( ou como família, essas duas palavras são sinônimos, quando ainda se é criança e o tempo ainda não se fez nosso inimigo).

Com seu jeito de quem sempre tem algo pra fazer ( mesmo quando não o tem), com seu coração maior que o mundo, meu avô é o homem mais bonito que conheço, não me venham com Pitt’s, Cruise’s, Gianecchini’s, ou coisas que o valham. Ninguém se parece tanto ao belo, ao bom, ao feliz e ao humano do que esse homem tão melhor do que eu, e do que grande parte das pessoas. Tão melhor, sem fazer força alguma, sendo apenas o que é. Mesmo quando turro e irritante, mesmo quando humano.

Lembro ( muito embora não lembre realmente) dos dias de infância em que não importavam as intempéries,as pedras que caíssem sobre sua cabeça, os tombos que a vida lhe desse, ele atravessava as noites mais frias, para buscar remédios para mim, não mais que um bebê, mas seu neto, parte dele, como sempre hei de ser. E como desejo um dia me olhar no espelho e vê-lo, ali transcrito no fundo do olhar.

Como desejo, como preciso, como sonho em ser tão grande ( ou quase isso, que no es lo mismo pero es igual), como desejo, como preciso, como sonho em ouvir de um mago que esse homem viverá pra sempre, ou que ao menos somente irá partir depois que eu já não estiver por aqui. Sei que é improvável, que é utopia, fantasia, mas, ora bolas, me deixem sonhar, ninguém tem tanta vida transbordando de si à toa.

Nicolás Gonçalves

Texto publicado na coluna Gente Fronteiriça do Jornal Fronteira Meridional do dia 29/09/2011

sábado, 1 de outubro de 2011

III Canto do Jaguar - Hélio Ramirez- Cristina, a Louca das Ervas - Caminhos de Si


Show do Caminhos de Si no III Canto do Jaguar - Jaguarão, março de 2010.  Músicos, Hélio Ramirez, Régis Bardini, Paulo Timm, Alencar Feijó, Gelson Domingues (participação especial no acordeón) 

CRISTINA, A LOUCA DAS ERVAS - Hélio Ramirez
(Malambo)

Quem eram seus familiares ?
Ninguém da cidade sabia
Mas era conhecida por Cristina,
a louca das ervas
Morava num rancho solita
Já quase uma tapera
E benzia muito bem
Quando o "causo" era bicheira
Cristina, a louca das ervas
De olhar perdido no tempo
Aquele olhos tão negros
Como campo queimado a pouco

Yuyos, yuyos...
Marcela é bom pro peito
Palminha é a melhor cura
Pro índio que tomou pileque
Por causa de um amor

Corria uma estória no povo
Que era ela bela e rica
Que amou um "paisano"
Peão por necessidade
E "payador" por paixão
Que apareceu um dia morto
A mando de seu pai
Cristina fugiu de casa
Bandeou-se prá Banda Oriental

Outra estória dizia
Que era amante do Diabo
E todas as sextas-feiras
Recebia a infernal visita
No Cerro do Jiruá

Yuyos... Yuyos...
Milongo espanta cobras
Pros rins é o Quebra- pedras
Quando não é desculpa
Pro "cuera" não pegar na enxada

Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja

  Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...