sábado, 31 de julho de 2010

FERIDA

Escultura- Cleber Carvalho

Nossos passos são ruínas,

Nossos sentidos imaginários.

Ao sol uma pele,

Ao vento uma vela.


Ao amor, boca sedenta,

Um corpo e seus passos.

Se constrói e se perde no tempo:

Se perde, se reinventa, argumenta.


Só um corpo,

Uma luz, uma fresta,

Luz que se apaga,

Fria, não esquenta.


Se perde uma vida,

Se vive uma perda,

A morte é da vida,

A perda: ferida.



Fábio Oliveira

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