quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Poema Sem Fim

Arte J. Passos

Para quem morreu, enterro
Pra quem nasceu, palmada
Pra quem não escuta, um berro
Pra quem berrou, mamada

Para os amigos, tudo
Pros inimigos, lei
Pra quem não sabe, estudo
Pro sabe-tudo, não sei

Pra quem tem fome, pão
Pra quem é triste, circo
Pra quem precisa, religião
Pro olho-grande, cisco  (Jorge Missaggia)

Para o arco-íris, íris
Para o pincel, tela
Para meu ódio, bílis
para meu amor, donzela  (Edson Martins)

Ao barnabé, carimbo
Pra quem arrisca, sorte
Para a alma perdida, limbo
Pros que navegam , norte  (Jorge Passos)

Para quem parte, adeus
Para quem fica, saudade
Para dor, doses de amor
e um pouco de mertiolate (Maria Fernanda Passos)

Para um bom santo, trago
Para um amor eterno, paixão
Para o universo vazio, vago
Para a lira da vida, canção (Alessandro Gonçalves)

Para o pato, lógico
Para quem ama, dor
Para o psico, pata
Para quem beija, flor
Para quem vaga, lume
Para quem lê, gume...
(Se for com faca, dois!)
E para Cervantes...ceva
Antes, durante, depois... ( Martim César)




Para o laico, certeza
Para a certeza, ilusão,
Para o religioso, fé,
Para o pecado, perdão. (Fábio Oliveira)

Aos astronautas, chão,
Para uma serenata, lua.
Aos poetas de plantão,
Para a boemia, rua.  (Daniel Moreira)




Para o auto, móvel
Para o guarda, chuva
Para a grama, lama
Para os pingos, olhos
Para quem está longe,
Um beijo de perto!

Para falta de lua, sol.
Para o perdão, reza.
Para a ave, Maria.
Para o Império, nobres.  (Analva Passos)
     
Pra quem chora, lenços
Pra quem ama, lençóis
Pra quem tira, manchas
Pra quem guarda, sóis   (Silvio)

Postar um comentário