segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

12º Motofest-Jaguarão - RS - Vandres - Unidos pela Máquina

Por Vandres/ Japa Galeiro - MG Unidos pela Máquina e Galeiros Brasil.


Acordo em um novo dia, com o espírito cheio de esperança em ver os amigos mais uma vez. É sábado, são sete da manhã e o dia lá fora não estava muito bom, mas não dá nada, pois no motociclismo é assim, há dias belos e outros que se tornam um desafio. Moto preparada, a namorada também. Saio e, sem ter combinado, encontro o Eduardo mais a Aninha e com eles sigo o caminho e vou mais além. Nosso destino era Jaguarão.
O cheiro do asfalto, dos campos nos fazem bem e a saudade que ficou se transformou em felicidade. Isso a cada metro, a cada quilômetro que passava debaixo de nossas motos. Atravessávamos Arroio Grande quando avistamos mais irmãos e fomos juntos com eles nessa mesma direção. Queria eu, era estar mais perto daquilo que gosto, de todos aqueles que dividem esta paixão. Uma viagem tranqüila, com muitas motos, que enchia o peito de sentimento. Um sentimento bom. Chegamos, a recepção e a alegria aumentava por ver todos aqueles que há muito não via, mas que moram bem aqui dentro, dentro do coração. Entre abraços e muitas fotos para relembrar, posso dizer: "Meu Deus obrigado por estar aqui comigo e com meus amigos!" Agradeço muito mesmo, pois a alegria de chegar bem só é maior em ver os amigos bem, também. O churrasco, além de um grande símbolo gaúcho, ali, representava a desculpa perfeita para estarmos todos juntos confraternizando.
Mas isso era só o começo. Nos encaminhamos ao ginásio, o bom e velho Ferrujão, que nos acolheu com muita comodidade. Fixamos a residência e logo após nos dirigimos ao largo para hastearmos nossa bandeira e dizer a todos que estávamos ali. E foi ali que os amigos se encontraram e festejaram um dia feliz. Tomamos aquela cervejinha, falamos bobagem, apreciamos os saltos radicais da Alto Risco e todas as motos que estavam lá. Era eu, o Bira, o Cromado, o Mauro, o Quasimodo e certamente alguém mais que esqueci, mas não se entristeça, pois algo melhor um dia ainda reservo pra ti. Sonho? Creio que até é pouco para se dizer, não há palavras mais para definir. Sonho são aquelas ruas do Rio Branco que minha grana curta não me deixa ir... Mas como eu já disse "não dá nada", os bons amigos são meu tesouro. E como são.
A noite chega e depois daquele bom banhinho, o Tonsor inventa de comer pizza a metro, hehehe, só o Tonsor mesmo mais ninguém. E dali a gente vai pro fervo com uma galera que fez o agito, até concurso da melhor acelerada teve por lá e a gang dos cgzeiros desdentados do Uruguay não se acanharam diante das belas R1s, CBRs e Ninjas que enfrentavam, isso tudo na paz, na amizade em um ambiente sadio, sem brigas. Todos festejaram, mas não mais que eu com a presença do amigo Bruno, que também não cabia em si pela alegria de estar conosco. Tinha muita gente, rolava ali um bom som, era a banda tocando e nós, só curtindo. Mas o tempo passa e a madrugada nos persegue e traz com ela o cansaço fazendo com isso que a gente procure nosso canto para sonhar. E dormi bem, acordando melhor ainda ao perceber que quando entrei na barraca eram poucas motos e quando saí dela havia um mundo onde tudo que se via era gasolina, borracha e metal, rodeado ainda, de muita paixão.
Como não podia deixar de ser, fomos à lagoa uruguaia depois de um belo café na beira do rio com a Ponte Mauá de fundo. O calor era intenso. Isso fez com que o velho e saudoso amigo Chico aparecesse por lá também. Era uma saudade que acabava ali, era uma emoção que nascia aqui. Muitos outros amigos ainda vi por lá, até o Nike, encantado com minha camiseta, não deixei de encontrar. Como ontem, o tempo passou e passou como sempre, rápido demais também. Esbarrei com o Biduka e combinamos o retorno, mas ir embora fui mesmo com o velho Chico, grande Francisquinho de guerra, que perdi pela estrada.
Assim são as coisas, vou, desfruto como Deus me entrega e não reclamo dos desvios do caminho, não mais. Aceno para o amigo Airtão e para sua esposa Erli, quando me ultrapassam, e com um imenso sorriso no rosto, chego ao Rio Branco. Lá estava o Biduka, o qual acompanhei até Arroio Grande, onde torcemos muito no Grenal, até talvez as nove da noite enquanto os outros companheiros Enedir e Nico chegavam. Foi uma bela vitória gremista. Foi uma ótima viagem de volta e levo novamente a saudade de tudo, até saná-la com os amigos em um outro encontro mais uma vez.
Parabéns aos amigos de Jaguarão por mais um ano dessa festa da amizade. Parabéns também a todos que por lá estiveram e puderam viver este dia. Um grande abraço a todos amigos aventureiros e aos que me cedem sua atenção neste momento.


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Fonte: Vandres/ Japa Galeiro - MG Unidos pela Máquina e Galeiros Brasil. / Fotos: Vandres de Andrade Rodrigues


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