terça-feira, 17 de maio de 2011

Os sons silenciosos de Gilberto Isquierdo


Tento Universal - CD Sons do Silêncio



Ali estava eu... entressonhando imagens. No entanto, estas eram imagens sonoras, como aquelas que a alma humana capta junto ao murmúrio da água na pedra. Como quando nos aproximamos de uma cachoeira e ouvimos antes a sinfonia da água e já desenhamos o quadro em nossa mente antes mesmo de propriamente vermos a imagem. Sonoridades naturais. Ali estava eu, sim, vendo o som da regionalidade sulina junto à universalidade humana. Testemunhando a sensibilidade, enfim. Cada composição, criada como quem pinta um quadro, como quem cria no olhar uma paisagem pampeana... Tantos nuances de sons e imagens guardados nas gavetas da memória agora estavam ali, se mostrando. Sem alarde, posto que não era necessário nada mais do que ser e estar... ser e estar... como a água pura de um arroio caindo na pedra. Como a imagem e o som se formando na alma da gente. Eu te saúdo e te agradeço, confrade e amigo Gilberto Isquierdo, por – de certa maneira – deixares que também eu, ao te assistir e escutar, possa ter feito parte desse quadro pintado por ti. Um quadro de sons e de imagens. Água cantora para os meus ouvidos, imagem clara e inesquecível para o meu olhar.
                            Martim César Gonçalves  
                              sonsdosilencio-isquierdo.blogspot.com


Confesso que pequei ao tardar a conhecer o artista múltiplo, compositor, músico, escultor , artesão das psiquês e outros afazeres tantos ligado às artes da vida, Gilberto Isquierdo. Deu-se nosso encontro num Sarau da Biblioteca Pública Pelotense no ano passado em que compartilhamos o espaço, nós recitando alguns poemas e ele musitando suas canções.  A voz do Gilberto é sinfonia de água clara e mansa. É o Dorival Caymmi dos Pampas. Seu CD Sons do Silêncio é "trama e sova, é cisma que se revela na sina de cada verso." 
    
Jorge Passos

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