terça-feira, 31 de agosto de 2010

POEMA DE AMOR E SONHOS ( em sombras ) Nº 01

Foto J. Passos

Às vezes quero apreender o inapreensível,

então preciso de elementos intermediários;

mas só tenho detalhes pobres,



MAGNÉTICOS,



mas intermédios,

pobres.

E com isso não posso traduzir nada.

São só iscas.



E com isso me afasto...


Então, eu sonho...

(Sonhar é tradução?)



- Sonho!

Agora! e já é tudo fluxo,

córrego,

filme trôpego, ...!

Meu veículo é pura dominância,

Veloz,

Indômito ( trincado, rilhado, tatuado

pelo código esse,

que digo incognoscível).



EH! Vamos!



Agora estamos,

Eu com meu nós,

Tu, com o teu vós ( porém, nua, diáfana e inerme),

estamos juntos, vamos juntos,

Mas não somos juntos,

eu sou nós, tu és vós, e vamos...

velozes, felizes mas presos,

mesmo indo, estamos presos;

À volta de nós, tudo é escuro, sombrio.

Perto de nós (de mim e de ti), uma aura dourada.

Tu me mostras, em ti, a ferida aberta pelo meu nós,

- teu sangue,

e quando vou assumí-lo,

Imprimes em mim teu beijo quente;

Tatuagem de ânsias!

que acolho antecedendo um gozo transcendente

que não se perfaz,

que se desfaz ante a milhões de comprometimentos...



Sérgio Christino
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