sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mogno apreendido restaura teatro Esperança


Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recebe madeira nobre para restaurar prédio tombado

Diante de uma carga de 6,675 m³ de Mogno (Swietenia macrophylla) serrado, não há mais o que fazer quanto à proteção da árvore. Virou madeira. Mas ela, ao menos, pode ganhar um uso tão nobre quanto a existência do exemplar em si: virar arte.

Nesta semana, o Ibama do Rio Grande do Sul fez exatamente isso com este volume de madeira. Entregou o material ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para que ela seja usada no restauro do Teatro Esperança, prédio tombado que data de 13 de janeiro de 1897, sendo considerado um dos mais antigos do Estado. Fica na cidade de Jaguarão, a 365 quilômetros de Porto Alegre.
Segundo João Pessoa Riograndense Moreira Junior, superintendente do Ibama/ RS, o próprio Iphan reconheceu que este tipo de doação é de fundamental importância para um tipo de obra dessas. Primeiro por tratar-se de madeira nobre não disponível no mercado para venda. Segundo, que mesmo que ela fosse encontrada, o valor para essa aquisição tornaria o restauro economicamente inviável.
Só para situar, o Teatro Esperança chamava-se originalmente Teatro Politeama Esperança. Construído sob a influência do estilo neoclássico, a edificação original contava com um depósito de carbureto (combustível usado para iluminação) e uma cocheira, situada junto à fachada dos fundos do teatro. Possuía acomodações para cerca de mil pessoas, tipo arquibancadas, com conformação típica de teatro politeama (teatro que oferece grande variedade de espetáculos, como peças teatrais, cinema e circos).
Está localizado na Avenida 27 de Janeiro, no centro da cidade de Jaguarão e constitui importante acervo cultural da Região Sul da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Em tempo: a madeira doada será empregada na segunda fase do projeto que encontra-se em andamento.


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