sexta-feira, 30 de setembro de 2011

UM OUTRO TIPO DE DOR

seres fantásticos de Lautréamont.- Escultura Jorge Añon 


Há, os poetas que cantam o amor
Se soubessem que há outro tipo de dor
Jamais mudariam
Lágrimas, lágrimas, lágrimas
Para todo o sempre amariam

Para quem sente a falta de um perfume
Rogo a Deus que permita
Permaneça a busca
Livrai do pesadelo que, enfim, ofusca
O peito de uma alma aflita

Jamais desista, alma penada
Jamais desvie, animal faminto
Nunca sinta o que eu sinto
Viva o luto, que pra mim é nada


Edson Julio Martins
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