quarta-feira, 20 de outubro de 2010

UM OUTRO TIPO DE DOR


Há, os poetas que cantam o amor

Se soubessem que há outro tipo de dor

Jamais mudariam

Lágrimas, lágrimas, lágrimas

Para todo o sempre amariam


Para quem sente a falta de um perfume

Rogo a Deus que permita

Permaneça a busca

Livrai do pesadelo que, enfim, ofusca

O peito de uma alma aflita


Jamais desista, alma penada

Jamais desvie, animal faminto

Nunca sinta o que eu sinto

Viva o luto, que pra mim é nada.


Edson Martins (março de 2003)

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