segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Viagem


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Foi assim...

Saímos de casa rumo ao nada.
Passamos na casa do Seu Goiás.
Nos disse adeus, vão em paz.

Chegamos na dona Minas
Cheia de mimos e tudo o mais.
Queria que lá ficássemos
Mas era cedo e a sombra ainda atrás.

Seu Paulo de cara séria
Nos contou uma
pilhéria
Disse com seu sotaque,
Ora meu, vê se me era.

Assim continuamos
De léu em léu, de vento em vento
Não tinha nem um passatempo,
Só caminho a nos olhar.

Para na curva da estrada
Fez gracejos de dar dó
Araucárias benditas
Sacudindo todo pó.

Ao chegarmos lá na Santa
Triste olhar de quem está só.
Máquina por todo lado
Arremedo da nota dó.

Não tinha pouso ou refeição
Apenas escuridão.
A noite cobriu o mar
E não pude navegar.

E o tempo foi ganhando
Forma, alma e coração.
No meio da madruga
Rompeu-se a canção.

Era cedo, era tarde
Já não sei da confusão
Só queria uma boquinha
E um belo de um colchão.

E como goela de “João Grande”
Ditado do meu rincão.
Trouxe meu bem para além,
de toda imaginação.

Foi nesta aventura dantesca,
Prezado teclado,
Que deixei um coração esvaziado.

Analva Passos - no dia em fiquei por um triz.
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