quarta-feira, 27 de outubro de 2010

UNIPAMPA - AULA MAGNA DE HISTÓRIA

Fotos: Gesni
Assistimos como convidados à Primeira Aula Magna do Curso de História da Unipampa, "A escrita da História e as histórias dos antigos", ministrada pelo Doutor Fábio Faversani da UFOP, Universidade Federal de Ouro Preto.

O fortalecimento e expansão da Universidade pública é algo que estará em jogo no domingo, dia 31, frente à visão privatista do projeto antagônico oposicionista. Esta foi a introdução da palestra do Faversani, alertando para o perigo do retrocesso que a sociedade não pode permitir.

O Professor, especialista em história romana, especialmente do reinado de Nero, discorreu sobre o papel da história, sobre o que é história. O evento que “passou, passou”, nada é. O que interessa é a imagem, a representação que foi e é feita continuamente sobre um fato. Uma disputa do passado no presente, nos vários presentes.

Por exemplo, o acontecimento marcante de 1453. Para o ocidente a queda de Constantinopla, para o oriente a tomada de Istambul. Esse confronto de versões que perdura até hoje, conforme o narrador.

A história não reside nos documentos, eles não são o passado, o que importa é a visão que o historiador tem desses documentos. A história seria o estudo do conjunto de representações do passado para "produzir" documentos.

As características de uma história contemporânea inspirada na antiguidade: um viés "pós-moderno", a verossimilhança ao invés da verdade, a importância da narrativa.

Bem , e quanto ao Nero? Parece que o diabo não é tão ruim quanto lhe pintam.

Não é pretensão deste blog reproduzir toda a instigante palestra do Professor Fábio, apenas gostaríamos de registrar o privilégio que Jaguarão desfruta de ter sido agraciada com uma Universidade pública gratuita com a presença de pesquisadores, educadores, tão qualificados e que dão à nossa cidade uma nova perspectiva de progresso e desenvolvimento.

A realidade é que deixamos de mandar nossos jovens para fora e agora recebemos estudantes de todo o país.

A isto é que chamamos de progresso cultural!


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