sexta-feira, 25 de março de 2011

Correio do Povo: Denúncia de racismo e agressão contra estudante da Unipampa

Universitário abandona Jaguarão após denunciar agressão e racismo de PMs


Estudante da Unipampa será recebido por representantes da Secretaria de Direitos Humanos na Capital


O estudante de História da Unipampa, Helder Santos, que denunciou ser vítima de racismo e agressões por integrantes da Brigada Militar (BM) de Jaguarão, no Sul do Estado, abandonou o município na noite dessa quinta-feira. Ele está em Porto Alegre, onde será recebido por representantes da Secretaria Estadual de Direitos Humanos. O acadêmico, que trabalhava na prefeitura, alega que foi obrigado a deixar a cidade por conta de ameaças recebidas de Policiais Militares (PMs). Ele pretende voltar à Bahia, onde nasceu, e ainda não sabe se conseguirá tocar os estudos. 



O caso está sob análise da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência da República, e da Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público gaúcho. A Brigada Militar tem duas sindicâncias em andamento contra um soldado, um sargento e o comandante da BM de Jaguarão, major José Antônio Ferreira.


O major disse que houve “sensacionalismo” e afirmou que está apurando o que aconteceu. No entanto, o secretário Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira, afirma que a denúncia é grave e será alvo de atenção da pasta. Ele designou duas equipes, uma de investigação e outra de proteção, para a cidade de Jaguarão. 


Na Capital, Santos será enviado para um abrigo de acolhimento provisório. Depois, vai voltar para a Bahia. “Eu não sei nem o que falar, porque eu vim pra cá com tantos sonhos, já estava concretizando alguns deles trabalhando como estagiário de história na prefeitura, e vou ter que abandonar tudo e retornar para casa”, lamentou ele, em entrevista à Rádio Guaíba.


Santos é o primeiro integrante da família a iniciar formação universitária, mas corre o risco de ter de parar de estudar, caso o Ministério da Educação não consiga sua transferência para uma universidade no Nordeste. 
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O estudante  Helder vinha desenvolvendo um bom  trabalho junto à  Coordenação da Juventude da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos de Jaguarão com o Projeto Cine Resistência vai ao Presídio,  voltado à juventude carcerária. (Clique aqui para ler)


Sobre a discriminação racial no Brasil:

 "Em 3 assassinados, 2 são negros. Não , nós não somos racistas."  (Clique aqui para ler) , matéria publicada na  página do PHA,  Conversa Afiada , refere-se à reportagem da Carta Capital sobre   racismo e violência no Brasil,  na qual é revelado que  " nunca o fosso entre a segurança dos brancos e negros foi tão grande no Brasil. Enquanto o número de assassinatos de uns cai, o dos outros segue em alta." 


Lamentamos o acontecido e aguardamos o esclarecimento dos fatos e a punição dos responsáveis. A Brigada Militar é uma Instituição que é patrimônio do Estado e nos orgulha pelos grandes serviços prestados à comunidade e não pode ser prejudicada por alguns elementos que não cumprem seus preceitos legais. O cidadão dela espera a segurança para todos, sem distinção. 

Agora que contamos com uma Universidade Federal que atrai estudantes de todas as partes do Brasil,  a imagem da Jaguarão sempre hospitaleira  não pode ser maculada por ações que não fazem parte de nossa história. 

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Entrevista com Helder
http://rsurgente.opsblog.org/



Último Segundo - iGEstudante diz que foi chamado de "negro sujo" e ameaçado pela PM - Hélder é baiano e estuda no Rio Grande do Sul. Reitora também recebeu carta, dizendo que a universidade traz "lixo" para o Estado.



Correio do Povo - Jovem deixa o RS após denúncias
http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=182&Caderno=0&Noticia=274944

ZH -

Denúncias envolvendo PMs por supostas agressões em estudante geram surpresa em Jaguarão

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3258601.xml


Blog do Juremir - Atos Infames e dia de recordar a infâmia de 1964
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