domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Apuntes sobre Jaguarão

sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Partido Alto Bolinha de Papel - Sambistas com Dilma
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
BPP - Conversa sobre Livros

Tema: a arte do traço, humor gráfico e literatura infantil
Convidado especial: Renato Canini
Convidados: André Macedo, Ricardo Freitas e Wagner Passos
Humor gráfico e a arte do traço
Na programação de aniversário da BPP a noite de quinta (28) está reservada para autores que passam suas mensagens com raras palavras - ou mesmo sem palavras. Dentro do espaço Conversa sobre Livros - às 19:30 horas, no salão térreo - profissionais do traço ( humor gráfico, quadrinhos, charges) reúnem-se em torno do convidado especial, Renato Canini. Nascido em Paraí - RS, em 1936 e residindo em Pelotas já há alguns anos, Canini é uma das referências nacionais na arte do traço. Criador de vários personagens, ilustrador de mais de 50 livros infantis , participou das principais publicações dedicadas ou com espaço para o humor gráfico , inclusive do PASQUIM , criado por Ziraldo, Millor, Jaguar e outros no final dos anos 60. Formador de uma geração de cartunistas e humoristas gráficos, o semanário carioca teve ainda uma segunda fase, no início desta década, sob o título Pasquim 21. André Macedo ( Pelotas) Ricardo Freitas(Donga - de Arroio Grande) e Wagner Passos ( Rio Grande) estão entre os convidados para a conversa com Renato Canini. Conversa sobre Livros tem entrada franca, como todos eventos da BPP.
Parceiros e apoiadores
Coordenada por um Grupo de Trabalho integrado por 15 ativistas culturais de Pelotas e região, a programação especial BPP 135ANOS/Letras e Versos de Fronteira tem o aval institucional e a parceria do Ministério da Cultura do Brasil (MINC) , Ministério da Educação e Cultura do Uruguai ( MEC/UY) , Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Instituto Federal Sul-rio-grandense (IF-SUL) e Comissão Cultural das Cidades de Fronteira Brasil-Uruguai. Como apoiadores das atividades culturais assinam o SESC-RS e outras 31 entidades do RS e Uruguai.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
UNIPAMPA - AULA MAGNA DE HISTÓRIA

O fortalecimento e expansão da Universidade pública é algo que estará em jogo no domingo, dia 31, frente à visão privatista do projeto antagônico oposicionista. Esta foi a introdução da palestra do Faversani, alertando para o perigo do retrocesso que a sociedade não pode permitir.
O Professor, especialista em história romana, especialmente do reinado de Nero, discorreu sobre o papel da história, sobre o que é história. O evento que “passou, passou”, nada é. O que interessa é a imagem, a representação que foi e é feita continuamente sobre um fato. Uma disputa do passado no presente, nos vários presentes.
Por exemplo, o acontecimento marcante de 1453. Para o ocidente a queda de Constantinopla, para o oriente a tomada de Istambul. Esse confronto de versões que perdura até hoje, conforme o narrador.
A história não reside nos documentos, eles não são o passado, o que importa é a visão que o historiador tem desses documentos. A história seria o estudo do conjunto de representações do passado para "produzir" documentos.
As características de uma história contemporânea inspirada na antiguidade: um viés "pós-moderno", a verossimilhança ao invés da verdade, a importância da narrativa.
Bem , e quanto ao Nero? Parece que o diabo não é tão ruim quanto lhe pintam.
Não é pretensão deste blog reproduzir toda a instigante palestra do Professor Fábio, apenas gostaríamos de registrar o privilégio que Jaguarão desfruta de ter sido agraciada com uma Universidade pública gratuita com a presença de pesquisadores, educadores, tão qualificados e que dão à nossa cidade uma nova perspectiva de progresso e desenvolvimento.
A realidade é que deixamos de mandar nossos jovens para fora e agora recebemos estudantes de todo o país.
A isto é que chamamos de progresso cultural!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Lu(a)mor

Lua
Pregada no céu
De noite o teu véu
Fala-me de sonhos estrelados
Ilumina o meu amor descontrolado
Reges a orquestra da minha constelação
Oh lua que me aquece feito o sol da meia noite
Tão cheia de encanto, de beleza infinita
Crescente como a dor que me habita
Ao te ver tão longe e tão bela
Tão triste aqui da janela
Delirando sozinho
Lunático
(Daniel Moreira) revista-seja.blogspot.com
JAGUARÃO - A CULTURA COM DILMA

Manifesto Cultura com Dilma em Jaguarão
Há oito anos a cultura era vista apenas como a cereja do bolo, ou pior, servia como balcão de troca. Quem era amigo do rei levava. O dinheiro, que é público, destinado pela Lei Rouanet, se concentrava apenas no eixo Rio/São Paulo.
Hoje, podemos já colher os frutos da política iniciada pelo governo Lula. Criação do Ministério da Cultura, valorização da diversidade cultural, acesso aos mais diversos programas de fomento à cultura distribuídos em todo o país.através de editais. Literatura, dança, teatro, patrimônio histórico, música, contemplando todos os setores sem discriminação.
Um governo que investe em cultura, que respeita as mais diversas expressões culturais, investe em cidadania. No Brasil que dá certo, no Brasil de Lula e Dilma, as pessoas estão em primeiro lugar. Milhares saíram da pobreza, e outros tantos entraram para a classe média. Hoje os brasileiros tem o direito assegurado de consumir, de morar bem, e o mais importante, de se alimentar e alimentarem seus filhos, ao menos três vezes por dia. Isso também é investimento em cultura.
O governo Lula e Dilma, concretizou a palavra acesso. Criaram a UNIPAMPA, possibilitando assim, que os filhos de trabalhadores, no interior do país, tivessem acesso ao ensino público, gratuito e de qualidade.
Através de programas como o Mais Cultura, Lula e Dilma proporcionaram acesso ao cinema, através da criação de cineclubes, bibliotecas, praças de lazer e tantos outros. Valorizaram o fazer cultural, fortalecendo iniciativas das comunidades através da criação dos Pontos de Cultura.
Nosso patrimônio cultural, tanto material quanto imaterial, é visto hoje com orgulho e conta com investimentos nunca antes vistos na história deste país. Dilma criou o PAC das Cidades Históricas. Protegendo e zelando pelo que de mais representativo temos, nossos monumentos, nossos prédios e nossa história.
Jaguarão vive esse novo Brasil. Respira os bons ventos trazidos pelo governo Lula e Dilma, O Teatro Esperança, recebeu mais de um milhão para restauro, as Ruínas da Enfermaria, sete milhões para virar o Centro de Interpretação do Pampa, um cineclube, que proporciona de forma gratuita acesso as mais diversas obras cinematográficas. Temos hoje uma Universidade Federal aqui, além de tantas outras ações como a restauração da Ponte Mauá, Construção da segunda ponte, 2.000 famílias beneficiadas pelo Bolsa-Família, construção de casas populares, através do Programa Minha Casa, Minha Vida.
É por tudo isto, que apoiamos a candidatura de Dilma Rouseff . Porque sabemos que ela significa mais do que a continuidade destes projetos, ela significa o avanço. Significa a garantia de cada vez termos mais cultura, educação, saúde, infra- estrutura, qualidade de vida, cidadania.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O MENINO E O POETA

O menino fita o poeta
e não consegue precisar
o que está sentindo.
Admiração e inveja
se confundem.
O menino tece então,
incansavelmente,
suas frases, em vão.
Queria captar
o instante exato
onde todos pensam,
poucos se olham,
e ninguém fala.
E sonha um dia alcançar,
o que mais deseja,
sua grande meta!
Através da magia das palavras
libertar do coração
o seu próprio poeta.
João Pedro Passos Dutra
sábado, 23 de outubro de 2010
A Poesia

Silencio!
A poesia se levanta entre os escombros.
Em atentados contra o pudor
Por entre as placas de outdoor
Inserida nos reclames
Ela ressurge,
Nas praças, nos prostíbulos,
No murmúrio das tavernas
Nas lápides dos jazigos
Em disritmia, em convulsões,
Como um salto no abismo
Até que enfim ela acontece!
Temerosa, grito paralisado,
Removendo pedras, cortando campos,
Ela caminha.
Nos coletivos, na multidão, no gemer dos trilhos,
Transita.
Em filas, adoentada, espera.
Em andrajos ou de jóias revestida, desfila.
Em escalas sincopadas, nos tambores primitivos,
Na periferia, remixada, ela dança.
Lavando roupa, varrendo as ruas, vendendo o corpo,
Sobrevive.
Diante das faces mal dormidas, frente a esfinges desgrenhadas,
Em papéis amarelados, em garrafas no mar,
Nos monitores, em telas de cristal,
Ela pergunta.
Debaixo das saias, detrás das blusas, sob os véus,
Se esconde.
Em todo o teu corpo, em tua fala, em ti,
Ela se expressa.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Bibliotheca Pública Pelotense - 135 anos
Eventos com entrada franca na programação especial da Bibliotheca Pública Pelotense
Às vésperas de lançar mais uma obra - Dom Frutos , pela editora ARdoTEmpo , dia 03 de novembro, em Porto Alegre - o jaguarense-pelotense Aldyr Garcia Schlee é o convidado especial do segundoevento da série Leituras Brancas , às 19:30 horas da próxima terça (26), no salão térreo da BPP. Como leitor-convidado, Schlee apresenta trechos do romance histórico que será lançado na Feira do Livro da capital. Leituras Brancas tem a coordenação e condução dos professores ( da UFPel) Luis Rubira e Renata Requião. Neste segunda edição será feita a leitura pública de trechos de três obras de Schlee: Uma terra só , Linha divisória e Contos de sempre. Com quatro edições ( sempre às terças) dentro da programação geral BPP 135 ANOS/LETRAS E VERSOS DE FRONTEIRA , o projeto destaca a produção literária de Aldyr Schlee e Cyro Martins ( 1908-1995), pela ligação com o universo de fronteira.
Na programação de aniversário da BPP a noite de quinta (28) está reservada para autores que passam suas mensagens com raras palavras - ou mesmo sem palavras. Dentro do espaço Conversa sobre Livros - às 19:30 horas, no salão térreo - profissionais do traço ( humor gráfico, quadrinhos, charges) reúnem-se em torno do convidado especial, Renato Canini. Nascido em Paraí - RS, em 1936 e residindo em Pelotas já há alguns anos, Canini é uma das referências nacionais na arte do traço. Criador de vários personagens, ilustrador de mais de 50 livros infantis , participou das principais publicações dedicadas ou com espaço para o humor gráfico , inclusive do PASQUIM , criado por Ziraldo, Millor, Jaguar e outros no final dos anos 60. Formador de uma geração de cartunistas, o semanário carioca teve ainda uma segunda fase, no início desta década, sob o título Pasquim 21. André Macedo ( Pelotas) e Wagner Passos ( Rio Grande) estão entre os convidados para a conversa com Renato Canini. Conversa sobre Livros tem entrada franca, como todos eventos da BPP.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Porque eso es la vida

"Me enrosco en tus ancas fuertes
me gusta vivir la vida
entregándome a la suerte
pa' no tener tanto miedo
cuando me abrace la muerte".
"La muerte andaba rondando
quién sabe dónde andará
no me dejes alegría
no te vayas vida mía
que esta puta vieja y fría
nos tumba sin avisar". (La muerte) José Carbajal
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
UM OUTRO TIPO DE DOR
Há, os poetas que cantam o amor
Se soubessem que há outro tipo de dor
Jamais mudariam
Lágrimas, lágrimas, lágrimas
Para todo o sempre amariam
Para quem sente a falta de um perfume
Rogo a Deus que permita
Permaneça a busca
Livrai do pesadelo que, enfim, ofusca
O peito de uma alma aflita
Jamais desista, alma penada
Jamais desvie, animal faminto
Nunca sinta o que eu sinto
Viva o luto, que pra mim é nada.
Edson Martins (março de 2003)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
NEVER MORE

O ESTORVO
Estava eu nascendo,
Quando a grave voz do profeta
Se fez ouvir, dizendo:
- Mau poeta, mau poeta
Mesmo assim fui insistindo,
com a pena penando, me iludindo,
Me achando o Rei da Cocada Preta
Até que meu amigo George "Never" Passos
Discorrendo sobre rimas e compassos
No Masini, sentando o braço,
Apresentou-me o belo Corvo.
E lendo o belo Corvo,
E relendo o belo Corvo,
Vi que até hoje prás letras
Não fui mais que um estorvo.
Um enganador, um pateta.
Resolvi virar anacoreta
Ou ciscar em outros quintais.
E se um dia me perguntarem,
Se realmente perguntarem,
-E escrever novamente
Quando vais?
Como já passei da conta
Já terei resposta pronta:
-Nunca mais, nunca mais...
Jorge Missagia
Leia aqui o poema "O Corvo" de Edgar Allan Poe em tradução de Machado de Assis:
http://pt.wikisource.org/wiki/O_Corvo_(tradu%C3%A7%C3%A3o_de_Machado_de_Assis)
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
NA TONGA DA MIRONGA DO CABULETÊ

Encontram o Brasil em pleno “milagre econômico”. A censura em alta, a Bossa em baixa.
Opositores ao regime pagando com a liberdade e a vida o preço de seus ideais.
O poeta é visto como comunista pela cegueira militar e ultrapassado pela intelectualidade militante, que pejorativa e injustamente classifica sua música de easy music.
No teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria.
Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois.
Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles “tonga da mironga do cabuletê”, que significa “o pêlo do cu da mãe”. O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde oliva inspiram o poeta.
Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no Teatro Castro Alves.
Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa.
E o poeta ainda se divertia com tudo isso: - “Te garanto que na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô”.
Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala
Eu vou lhe dar uma pala
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
Você que lê e não sabe
Você que entra e não cabe
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Você que fuma e não traga
Vou lhe rogar uma praga
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
sábado, 16 de outubro de 2010
Restauração da Esperança.wmv
A inclusão de Jaguarão no PAC das cidades históricas
possibilitou a restauração do Teatro Esperança,
da cultura como fator de desenvolvimento.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Un tal de fúbol!

Certa feita me invitaram,
uns amigos orientales,
a jogar um tal de fúbol
no campo de Don Morales...
Les agradeci o convite,
disse que não sabia jogar;
mas insistiram que eu fosse
que o causo era só por chivear...
E lá me fui mui facero,
c'o pingo bem aperado,
achava que esse tal jogo
era carrera o cartiado...
Cheguei na cancha indicada,
mas fiquei meio indinado,
subesse que a cosa era ansim
eu não vinha tão pilchado...
Em seguida veio um deles
pa' remediar a situação,
me troxe carpim, chutera,
camiseta azul e calção...
Don Manoel, dono do time,
ajuntô toda a cambada,
disse um lote de camanga
e u'a manga de barbada...
M'escalaram de que sei eu,
total era nome em inglês,
e ansim començô o tal fúbol,
que foi terminar no xadrez...
Em cada lado da raia,
um bando de onze jogador;
no meio um loco de negro,
fazendo as vez de apitador...
Logo empeçô o meu tormento
(amigos, nem queiram saber!),
apanhei como boi ladrão
e quase nem pude bater...
Que a equipe do Morales,
de camisa colorada,
adorava nos dar chute,
rastera e cotovelada...
Da comparsa adeversária
levei um ror de patada,
e pa' colmo os do meu lado
me cagavam a putiada...
Se deram conta que eu era
completo inorante e chambão,
me mandaram ficar no arco
e seguiu nomás a função...
Me deram um par de luva,
uns protetor de joelho,
camiseta manga larga
e uma ponta de conselho...
Tinha essa tal de golera
dois palanque e um travessão,
me disseram que ali eu podia
até mesmo atacá co' as mão...
Me disseram que de arquero
era mais tranquilo lidar,
que se vinhesse algum chute,
eu só tinha que me atirar...
Mas a cosa parô feia,
mais jodida que já tava;
fora o lote de sopapos,
levei um bolaço puava...
Robaro a bola da zaga
e se vinheram de novo,
de perto me la patearam
e pegô bem nos meus zôvo...
Vi, como num dia d' eclipis,
tudo escuro na mi'a frente,
que um golpe no entrepernas
é de bolear um vivente...
E despois rodei de boléu,
vendo o mundo girando;
diz que colorado de dor,
entre gemendo e urrando...
Don Morales, tipo bueno,
agarrô e foi na "catchila"
buscar uma curandera
que morava em otra vila...
Por ser um causo mui sério,
escolheram Tia Marucha,
que um se curava ligero
só de olhar pa' tal bruxa...
Dali um poquito chegaram
tapados de polvadera
e velha disse mui brava:
Uta, quê estrada porquera!...
E foi sacando, da bolsa
mui mugrienta e cascaruda,
santinhos, yuyos distintos,
velas e galhos de arruda...
E as percanta do chinero,
que do alambrado bombeavam,
pa' não perderem um freguês,
junto co' a velha rezavam...
Com tanto chá e benzedura,
fiquei curado mui pronto;
mas fiquei de fora olhando,
tava ainda medio tonto...
E a partida seguiu nomás,
zero a zero como empeçô,
até que o nosso pontero
adentrô solito e marcô...
Já foi aquele salsero,
partiram pa' cima do juíz
e, pedindo um tal de "or sáide",
cagaram a pau o infeliz...
Despois disso fechô o tempo
e os times s' entreveraram,
palavrão, biaba, dentada,
passapé e coice sobraram...
Até eu, que tava neutro,
tive que entrar nesta dança,
queriam me dar uma sova
de não sair da lembrança...
Mas dei de mão numa tauba,
já pressentindo o perigo;
não ia les dexar barato,
pois eu levava um comigo...
Les disse pa' virem de a um,
se fossem machos de veras,
e, reboleando a madera,
fiquei esperando as feras...
Mas nisso o fandango parô,
que vinha vindo a polecía
(e parece que angurrienta!)
como chancho pa's melancía...
Saíram logo disparando
todos os que podiam andar,
mas não puderam ir longe
que tava cercado o lugar...
Nos arrebanharam todos
o mesmo que tropa de bois,
num caminhão nos meteram
e fumus p'o quartel, despois...
Chegando na Comissaría,
dá-le prestar declaração
e, pa' calmar os ânimo,
drumimos tudo na prisão...
A la pucha, noite fiera,
com tanta pulga e mosquito,
um que peidava dormindo
e otro que sonhava aos grito...
E no domingo bem cedo,
deram ordem de soltura,
não sem sermão de hora e pico,
com café e galleta dura...
Tanta gente arrependida
de ter entrado na peleia,
podendo estar com sua prenda,
ter que pernoitar na cadeia...
E ali mesmo fizemo as paz,
novo jogo foi marcado,
mas desta vez sem bochincho
e, de juíz, o delegado...
Seria no pátio do quartel,
no meio da melicada;
sem arma, canha e piguancha,
senão dá bagacerada...
Mas, se eu for, voi vichar nomás,
que cansei de levar murro,
pois trompaço grátis ,
é pa' quem é loco o é burro...
Melhor ficar curiosiando,
total, sô mesmo maleta,
já basta os puaço que levo
nessa mi'a vida sotreta!
Relato humorístico
de El Chango Duarte
Brasília/DF, 03/VII/1990.
Clandestino - Gilberto Isquierdo e Said Baja
Assim como o Said, milhares de palestinos tiveram de deixar seu país buscando refúgio em outros lugares do mundo. Radicado nesta fronteir...

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Mi madre falava mui bien, yo intendia. Fabi andá faser los deber , yo fasía. Fabi traseme meio litro de leite , yo trasía. Desí...
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A região onde hoje se encontra Jaguarão, primeiramente foi território indígena. Neste espaço geográfico do Pampa, uma nação vi...
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Programa Café da Manhã do DCM recordou a passagem de Belchior por Jaguarão e Lagoa Mirim- Aqui sendo recebido na Casa de Cultura Montevi...