terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ode a Jaguarão



Oh! Jaguarão. Cidade heróica, berço de resistência, jovem senhora de beleza incomparável, com seus lindos casarões de histórias incontadas, jóia da fronteira sul, com sua ponte majestosa que como diria o poeta: “une e separa dois povos”. Povos que em uma época foram separados de ti pela ganância dos que queriam impor seu domínio.
Quando, menina, jovem senhora, ainda que de idade avançada, irás te libertar do jugo de teus senhores? Quando, em tempos de emancipação feminina, passarás de sexo frágil, a senhora de teu destino de mulher, mãe zelosa com seus filhos?
Jaguarão, não te perdas em luxúrias turísticas, sem antes saberes a tua história, de patrões, peões e escravos. Quando Jaguarão serás forte e resistente àqueles que pensam mandar em ti só porque és mulher e como mulher, te vêem submissa.  Que pensam poder explorar-te sem nada dar-te em troca.
Quando Jaguarão, teus filhos mais humildes terão o direito de pensar, serem protagonistas do teu presente e te conduzirem ao teu futuro de Senhora gloriosa? Quando Jaguarão, quando será tua independência, tua emancipação?  

Nelson Luis Corrêa
Acadêmico de História - UNIPAMPA

Texto publicado no Jornal Fronteira Meridional no dia 20/07/2011



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